Leandro Portella

Mobilidade urbana para idosos

Posted on abr 27, 2016

idoso

A população envelhece em ritmo acelerado. Hoje são aproximadamente 10% da população e em 2060 a expectativa é que 26% das pessoas tenham mais de 60 anos, segundo estimativas do IBGE. Com os avanços da medicina, a maior adesão às atividades físicas e a preocupação com hábitos mais saudáveis, a expectativa de vida também aumentou, sendo que, em 2050, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos – e a média de vida do brasileiro será de 81,29 anos.

Com o aumento da população idosa brasileira, surgem também preocupações que envolvem a mobilidade dos mais velhos, já que cresce também a demanda por estruturas adaptadas para este público. No Brasil, entre o total de vítimas por atropelamento, 30% são idosos (MINISTERIO DA SAÚDE, 2010).

Os idosos representam o grupo de pedestres mais vulneráveis para acidentes graves no ambiente urbano,  porque vários deles terem uma vida social ativa e se deslocarem de uma forma independente, assim com as limitações fisiológicas que afetam a mobilidade da pessoa idosa e juntamente com os problemas de acessos precários, com calçadas esburacadas, falta de iluminação e a falta de respeito de parte da população com os idosos.

A maioria das cidades, assim como Araçoiaba da Serra estão despreparadas para a mobilidade dos idosos e o trânsito cada vez com um maior numero de veículos , além dos atropelamentos, é preciso cuidado redobrado para evitar quedas. É estimado que a cada três indivíduos com mais de 65 anos, pelo menos um já sofreu alguma queda, segundo o médico geriatra e professor da USP, Paulo Camiz.

A pessoa idosa muitas vezes fazem suas atividades diárias caminhando e ao andar a pé, são inúmeras as situações que podem prejudicar o seu trajeto.

A falta de infraestrutura e manutenção das vias favorecem quedas e torções, esses são alguns dos motivos que além das rampas e vagas especiais, as cidades precisam facilitar o deslocamento para os idosos, priorizando sua “caminhabilidade”.

Não é apenas o deslocamento a pé que oferece riscos aos idosos. Quando o trajeto é longo, as pessoas recorrem ao transporte coletivo e ai aparecem alguns obstáculos: a altura elevada do piso (quando o ônibus não tem o piso rebaixado) é uma barreira a ser transposta, além dos ruídos que dificultam a audição em uma conversa, a velocidade no trajeto (quando não controlada) ou a frenagem brusca geram insegurança e riscos de quedas.

À perda gradativa de sentidos como audição, reflexos e visão são motivos que facilitam as quedas, por isso a importância que eles viagem sentados, mas ainda encontramos a falta de educação e gentileza  por parte de alguns passageiros e motoristas.

A conscientização e educação por parte da população e mais ação dos órgãos públicos, com um tratamento que inclua o idoso, apostando em melhores calçadas e iluminação, dando uma melhor qualidade de vida as pessoas da terceira idade.

Referência:

www.cetsp.com.br

www.perkons.com.br

 

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